Thirteen Reasons Why e suas lições!

**UPDATE: Após inúmeras leituras e discussões sobre a série, resolvi fazer esse UPDATE no post. CUIDADO COM OS GATILHOS DA SÉRIE. Se você tem depressão e está em tratamento e/ou já pensou em suicídio, NÃO ASSISTA. Procure ajuda especializada!**

Alguns assuntos são polêmicos, outros são difíceis de lidar, mas a verdade é que a gente não pode deixar de falar deles por esses motivos.

Na última semana estive no evento anual do Stream Team da Netflix – do qual faço parte, e tive a oportunidade de assistir com os demais presentes, o primeiro episódio de Thirteen Reasons Why. A série, baseada no livro homônimo de Jay Asher, conta a história de uma menina linda que, aos 17 anos, comete suicídio.

O suicídio por si só já é traumático, nessa fase da vida então, quase inexplicável e, para pais e mais, um tema que preocupa.

Porém, a série vai além! (Claro que eu fiz maratona e terminei de assistir aos 13 episódios no domingo mesmo.)

Vou tentar não dar SPOILER, mas deixar aqui os meus sentimentos em relação à tudo o que vi.

thirteen-reasons-why

A minha visão de mãe

Desde que tive meus filhos sempre penso em quem são as pessoas com quem eles estão se relacionando e, o quanto são saudáveis os relacionamentos deles.

Claro que na educação infantil ou no fundamental I (estágio atual), eles estão – teoricamente, num ambiente mais protegido/acolhedor, ainda mais se você escolheu a escola de acordo com o perfil da família e dos filhos.

Mas, justamente no final da primeira infância (a partir dos 7 anos) é que as coisas começam a mudar. O lúdico sai de cena, eles começam a entender os por quês de muitas coisas e a vida deixa de ser tão simples e leve.

Na série, os jovens estão na High School, o nosso ensino médio e, apesar de serem realidades diferentes, os conflitos psicológicos estão presentes aqui, assim como lá.

Para vocês terem uma ideia, há quase 4 anos participei da organização, junto com alguns amigos, uma festa de 20 anos com o pessoal que fez o colegial comigo. Éramos cinco turmas de 40 alunos. Tivemos um quórum legal, mas baixo em relação à nossa expectativa.

A que atribuo isso? Aos resquícios de uma fase não tão boa para alguns deles. Era esse o feedback que eu recebia: não sei se quero encontrar todas essas pessoas…

As lições de Thirteen Reasons Why

 

Bullying, agressão física ou moral, intimidação. É sobre isso Thirteen Reasons Why.

Thirteen Reasons Why

Aqui a gente tende a super proteger, e talvez lá nos USA eles cultivem mais que os filhos tenham independência. E a gente vê os jovens indo e vindo pela série sem a presença tão marcante dos pais, no sentido de cuidado, atenção e proteção.

A gente precisa estar atento. Precisamos saber quem são os amigos, quem são os pais dos amigos, acompanhar (levar/buscar), olhar nos olhos, ser companhia dos filhos – claro que sempre que eles quiserem mas mostrar que você tem disponibilidade para eles, que é alguém acessível, que não irá julgar.

A adolescência é um período tenso, muito tenso. Mas a gente pode tentar levar essa fase da vida mais leve, com conversa, presença, amizade com os filhos.

E, para mim, uma grande lição da série é que sempre há uma saída, sempre tem algo que precisa ser dito – apesar de você achar que não, ou que está subentendido.

Precisamos dar segurança aos filhos, enaltecer o que eles tem de bom – sem mimar ou iludir, mas mostrando que os seres humanos são diferentes, que um é bom em esportes, outra é mais inteligente, um é o às da matemática e o outro é o às do violão.

Eles podem fazer parte do um grupo, de vários. Só não podemos deixá-los isolados, sem pertencer a nenhum… Todo jovem tem seu lugar no mundo mas talvez não seja o idealizado.

Thirteen Reasons Why

Hannah é uma menina LINDA. Quem imagina pelo que ela passa e sente? Quem imagina que ela poderia cometer suicídio?

Vale ler a reflexão da Mari sobre a série e o sentimento de que não dá para fazer diferente… Não existe “e se…”. Nerd Pai também falou sobre a série e fez esse conteúdo falando de detalhes de linguagem que são bem interessantes.

Sinopse

Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah fora acabou de se suicidar.

Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida – além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

13 episódios

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29 comentários em "Thirteen Reasons Why e suas lições!"

  1. Cecília Conti Aoi disse:

    Fiquei com muita vontade de assistir. Adorei seu texto

    1. A série é incrível apesar do tema.
      Depois que assistir me conta!
      bjs

  2. Suelen disse:

    Fiquei muito curiosa e como mãe de duas crianças, quero muito assistir…
    Adorei sua abordagem sobre o tema.
    Beijos
    Su

    1. Su,
      exatamente! Para quem tem filhos é importante o contato com o tema…
      bjs e me conta o que achou

  3. Regina Dias disse:

    Fiquei louca para assistir!!!!!

    1. Assiste e me conta!!
      bjs

  4. Não tava tão afim de assistir a série mas depois dessa fiquei muito curiosa!

    1. Para mães eu super recomendo…
      bjs

  5. Vou te falar que, assim, a príncipio, não tinha vontade nenhuma de ver um filme que fala da história de uma adolescente suicida. Prefiro assistir coisas bem mais leves no meu tempo livre. Mas depois de ler esse post mudei de ideia ;)

    1. Ta,
      eu tb curto séries leves… apesar de assistir coisas como Orange is the new black.. hahah
      Mas essa me pegou, acho que tem tanto identificação com a minha adole, qto preocupação com os filhos que estão crescendo.
      bjs
      Le

  6. Sil disse:

    Olá, Helena, olha q interessante, eu estava vendo as notícias sobre cinema e sem querer acabei me deparando com muitas coisas sobre esta nova série, q estreiou no último dia 31/03 no Brasil, e me interessou muito, principalmente para indicar às minhas duas filhas (12 e 18 anos). Quando fui dizer à elas, rimos juntas, pois, para minha surpresa elas já haviam começado a assistir juntas !!! Inclusive a Isa (18) me disse q não me falou, pois achou q eu seria contra, então expliquei que depois de td q li, sem msm ver a série acho sim mt importante q assistam e vejam o quão isso é real nos dias de hoje. Vou assistir também com certeza. E quanto a td q escreveu concordo com vc plenamente, filhos são o nosso maior tesouro, o q mais amamos e desejamos o melhor desta vida à eles, sendo assim, presença, amor, carinho e atenção são as melhores coisas que podemos dar….. e claro dizer EU TE AMO todo momento :)))))), parabéns e beijão :)), Sil.

    1. Obrigada Sil, pelas visitas e palavras.
      A série é forte, um tema importante… não podemos deixar passar mesmo.
      parabens pelas filhas que tem e pela mãe que é.
      bjs
      Lele

  7. Claudia disse:

    Super curiosa para assistir. Estou aqui pensando se devo chamar as meninas para assistirem junto ou não, o que vc acha?

    Clau
    @as_passeadeiras

    1. Claudia,
      depende da idade porque tem cenas fortes mesmo, impactantes
      bjs

  8. FABIELE DO ROCIO GODOY disse:

    Eu amei a série, é muito impactante, e dá até medo dos filhos na escola, pois sabemos que acontece sempre , então temos sempre que ficarmos atentos aos amigos.

    1. A gente não pode coloca-los numa bolha, mas atenção é muito importante, passar segurança, não deixá-los com medo, inseguros etc
      bjs

  9. Geovanna Ferreira disse:

    Como uma jovem adulta de 23 anos (rsrsrs…) estou no quarto episodio da serie e estou gostando da abordagem do tema. De fato, são sinais que muitas vezes os pais não conseguem enxergar por se tratar de uma parte da vida, onde tudo ou quase tudo pode ser considerado um drama passageiro da idade, mas a verdade é que são pequenos sinais que mostram o quanto esses “dramas” podem levar uma mente em desenvolvimento, a uma “saida” para seus proprios conflitos. Vemos nessa serie que varios fatores como amizades, e amores nao correspondidos, podem ser um desses pequenos grandes “dramas.”
    Estou gostando da serie, e espero descobrir mais sobre os motivos que levaram a Hannah a tirar a própria vida.

    P.s: amei o post, e mesmo ainda não sendo mãe, partilho do mesmo ponto de vista.
    Sucessos.

    beijos.

    1. Ola Geovanna
      Obrigada pelo lindo relato.
      Sim, são pequenas coisas que a imaturidade emocional nos pega e não deixa resolver ne?
      Depois que terminar a série volta aqui e me diz o que achou.
      bjs

  10. Vera Guglielmi disse:

    Você parece que entra na minha cabeça às vezes…. Brincadeiras à parte, a série é forte mas acredito que ela descreve muito bem o problema que ela se propõe a trabalhar. Tenho dois filhos, 14 e 12 anos, que já estão entrando nesse mundo adolescente e posso dizer que já passei por algumas situações parecidas das apresentadas lá, porém não tão drásticas, digamos que deu tempo de consertar a situação, mas a marca que fica na alma dos jovens ninguém sabe.
    As crianças assistiram comigo alguns episódios e, pontualmente, pausávamos e discutíamos o que estava sendo apresentado, sobre os problemas apresentados e suas consequências.
    Adorei a série e o final para mim foi quase perfeito!

    1. Querida, não há frase melhor para uma blogueira do que essa… qdo a gente escreve quer que as pessoas se identifiquem <3
      ALém disso, admiro a forma como conduz sua maternagem com os seus filhos. Proximidade, atenção, carinho... é disso que esses jovens precisam!
      O final... eu queria mais, queria ver o que acontece depois do julgamento.
      Por isso acho que tem gancho para a temporada 2.
      beijos
      Le

  11. Tatiana disse:

    Tenho ouvido falar tão bem, que estou super curiosa pela série.

    1. Assiste Tati e depois me conta o que achou.
      beijao
      Lele

  12. Josi disse:

    O assunto abordado é sério. Depois do seu post fiquei curiosa. Já sei qual vai ser a mararona do final de semana.

    1. Josi,
      depois me conta o que achou!
      beijao

  13. Não assisti e pra falar a verdade a minha vida tem sido mesmo os desenhos por causa da fase das meninas. Mas uma coisa é fato, como você escreveu. Nos EUA as crianças são criadas de forma bem mais independente.

    1. Cada coisa a seu tempo…
      curta a fase dos desenhos!

  14. OI Lelê, eu também vi a série de uma tacada só com a minha filha mais velha. Comecei vendo com a Sofia, mas parei porque achei meio pesada para ela. ACho que é importante os pais verem junto e explicarem certas coisas. Eu estou com o meu post na cabeça, só não tive serenidade para fazê-lo ainda. Eu achei ótima a série, mas tive uma preocupação em relação a possibilidade de incentivar o suicídio para quem já está na situação. Vou escrever sobre isso.
    beijos
    Chris

    1. Oi Chris
      eu ouvi psicologos falando sobre isso… mas em contra partida o CVV registrou várias ocorrências de pedido de ajuda motivadas pela série.
      Acho isso incrível.
      Doida para ler seu post
      beijao

  15. Michele Gobbato disse:

    Adorei o post, comecei hj a assistir a série para saber como é, já que estão falando bastante sobre ele é quero ter a minha própria visão

    Bjs Mi Gobbato

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