LUTO: Como sobreviver a perda do animal de estimação

Faz mais de um mês e o meu tempo para processar tudo o que houve e a perda do Beau, meu cachorro/companheiro por quase 14 anos só está se consolidando agora.

Beau foi um cachorro lindo, e mesmo sendo lindo, foi abandonado/recusado 3 vezes até chegar a mim. Me lembro do dia em que o conheci e pensei: como pode alguém NÃO querer esse cachorro?

Eu nunca tive enquanto morei com meus pais, até porque eu tive MEDO de cachorro por muito tempo em minha vida. Mas uma bolinha peluda, cor de caramelo me fez enfrentar o medo. E foi uma convivência maravilhosa – mas não sem conflitos (como todas aliás), enquanto estivemos juntos.

Mas, lidar com a perda do animal de estimação não é fácil. Não é fácil para mim, não é fácil para as crianças. Não foi fácil.

O Beau vinha tomando remédios para o coração, para a pressão, estava com o pulmão fraco, catarata nos dois olhos e um tanto surdo já. Sim, a idade avançada é cruel com todos nós.

Um belo dia, estava eu em evento e quando fui voltar pra casa recebo a notícia de que ele estava no hospital. Tinha tido convulsões, perdido ar. Quase morrido.

Daí para a partida, foram só mais dois dias. Triste demais!

perda do animal de estimação

O luto pela perda do animal de estimação

O luto é o tempo necessário que uma pessoa leva para entender o verdadeiro sentido da perda. Para muitas pessoas, a morte do pet é algo devastador e que muitas vezes pode ser necessário a ajuda de profissionais da saúde para superar esse momento.

Segundo a veterinária Marina Bueno, da Animal Place, rede de franquias especializada em cuidados para pets, quando o óbito ocorre por motivo de doença e o animal já estava passando por algum tratamento, a aceitação acaba sendo mais rápida. “Quando o quadro do animal evolui de forma crítica e o prognóstico vai deixando de ser favorável, esse é o momento em que o tutor começa se preparar para a despedida”, afirma.

Quem se despediu pessoalmente do Beau foi o Ota. E foi duro para ele. Porque já não havia o que pudesse ser feito e ele viu o sofrimento de novas convulsões, acessos, prostração.

A perda do pet pode causar uma desestruturação familiar ou deixar sequelas, pois algumas pessoas só possuem o animal como companhia e a ausência pode amplificar o luto, sendo necessária a busca por ajuda psicológica. “Os familiares devem ficar atentos aos sinais e caso exista qualquer alteração no humor e rotinas do dia a dia, é necessário procurar um especialista”, completa Marina Bueno.

Como seguimos?

Quando o Ota voltou da segunda internação sem o Beau, era uma sexta-feira FRIA e ensolarada mas a tristeza nos devastou.

Era julho, mês de férias, e as crianças estavam vivendo intensamente cada minuto em casa. E não ter o Beau de volta foi muito, muito triste.

A gente não quer o animal sofrendo, a gente não quer se egoísta, mas a perda é muito grande e machuca.

Isabela chorou 3 dias sem parar. Ficamos todos mais quietos, repetindo gestos da presença do Beau (protegendo a geladeira e o fogão, pensando no jornal dele, no pote de água e ração, abrindo a porta do corredor quando chegamos em casa, para ele vir nos cumprimentar e assim por diante).

Aos poucos fomos nos acostumando. Mas ainda escuto ele latindo às vezes, ou acordo achando que ele quer subir na cama (coisa que já não conseguia sozinho nos últimos tempos).

Vamos ter outro animal de estimação?

Por mim, não tão cedo. A gente se apega e sofre. Por mais tempo que eles vivam é uma dor muito forte quando morrem.

A perda do animal de estimação é mesmo muito sentida. Por muito tempo fomos nós 3: eu, Ota e o Beau e só depois vieram as crianças. Tinha todo um simbolismo na sua aquisição e presença. Algo que se encerrou com a sua partida mas que deixou muitas marcas aqui.

Ainda estamos tristes. As crianças ainda falam dele com saudades e pesar.

Quando chegar a hora certa, decidimos com o coração mais tranquilo.

Beijos
Lele

3 comentários em "LUTO: Como sobreviver a perda do animal de estimação"

  1. Lucy disse:

    não sei como vim parar no seu blog mas eu sinto esta dor ha 4 anos. Ela nao passa. Tive meu companheiro gatinho Sushi e ele ficou doente muito rápido, e mroreu nos meus braços no hospital vaterinário. Fiquei nesse limbo de ouvir ele andando, miando, de achar q tava no canto, de olhar rapido e achar q ele estava ali. Mas eu resolvi adotar outro. Alias cairam 2 irmaozinhos de paraquedas na minha vida, filhotinhos, e eu aceitei e eles me curam todos os dias da perda do Sushi. Eles me recebem na porta, nao me deixam sozinha nem um minuto. ELes preencheram meu vazio. E hoje depois destes anos mesmo ainda triste eu te digo: adote novamente porque foi um grande privilegio poder conviver com o Sushi, e agora com o Tigrinho e o Pantera. Só tenho a agradecer. Fiquem em paz!

    1. Obrigada Lucy pelas palavras e felicidades com a sua duplinha.
      bjs

  2. Não quero nem pensar quando isso acontecer por aqui! Recebe, mais uma vez, meu abraço apertado.

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